Estou pensando no que é ser feminista, no feminismo, nos direitos iguais. Na verdade, eu estou pensando nos papeis que a sociedade espera de nós e que nós também esperamos dos outros.
Definitivamente não sei o que é não poder ter um sonho diferente ou exclusivamente que não fosse ter uma família e cuidar da casa. Não sei o que é trabalhar igual ou mais e ganhar menos.
Não acredito que as mulheres queiram ser homens, ser homem também vem cheio de implicações sociais, “não chore, porque você um menino”, “você tem que ganhar mais dinheiro e sustentar sua família porque você é o homem”.
E começa desde cedo, meninas vestem de rosa, usam vestido, têm letra bonita, brincam de casinha, ajudam a mãe e não podem ser bagunceiras. Meninos vivem sujos, brincam de carrinho, usam azul, são bagunceiros, têm chulé e fazem traquinagem.
Eu tinha um carrinho, eu era a única menina que tinha um carrinho, era verde e laranja. Quando meu irmão escolheu um na loja eu pedi um também, e simples assim, minha mãe comprou pra mim. Quantas meninas queriam um carrinho e não ganharam?
21 comentários:
Olha o link para o sobrenome(sem um i)
http://wikiworldbook.com/profile-15603-Mako-Hori
Depois vou procurar na Itália.
Já volto pra ler os posts.
Abraço.
Eu fui muito moleque, vivia de roupa suja, andava com meninos e meninas. Brinquei de boneca, mas subia em árvore. Sempre trabalhei mais e ganhei quase igual.
Cada um no seu papel, mas sem discriminação já seria muito bom.
Aquela moça da pesquisa(tua parente?) deve ser a rainha do biquini. Ou fez implante e quer mostrar. ;) Mas te um doutor e outras pessoas. Melhor pesquisar pelo abecedário.
Abraço.
Eu sempre acho que devemos ter direitos iguais, respeitando óbvias diferenças. Por exemplo, mulheres tem filhos e merecem uma licença após o parto ou até antes dependendo do caso. Mas os pais também deveriam ter uma licença maior, para dividir as responsabilidades. Bom, esse foi um exemplo.
Com relação a roupas e brinquedos de crianças, acho que os pais tem que evitar 'condicionar' a criança. Sabe aquela mãe que começa a colocar roupa rosinha na filha, a transforma numa bonequinha? chances elevadas de se tornar uma patricinha chata e consumista....rs. Nada contra com deixar as meninas fofinhas, mas acho que deve-se evitar o exagero. Por exemplo, uma festa infantil. Por que colocar um sapatinho todo cheio de frufru (as vezes até com salto!) na menina? Ficara dificil para ela brincar com as outras crianças!
Como eu tenho um irmão quase da mesma idade e meus pais não tinham muita grana, eu vestia roupas unissex quando criança. Assim meu irmão poderia usar também. Eu brincava com os brinquedos do meu irmão e ele tb brincava com os meus. Tudo na maior naturalidade, sem nenhum problema. Era muito divertido =)
Clarice,
Eu tinha parente que morava em sítio, voltava irreconhecível de tão vermelha de terra; só não subia em árvore porque não tinha habilidade.
bjos
PS.: rainha do biquini é pura bondade da sua parte
Samantha,
acho q entendo o exagero que vc comenta, aqueles armários lotados de Lilica Ripilica. =p
bjos
Até hoje eu fico louca por um daqueles de controle remoto ou mesmo aqueles matchbox!
Esse papo de feminismo é complicado, principalmente pq vivemos numa sociedade machista e conservadora e mesmo que nós não queiramos, isso é intrínseco à nossa criação e inconsciente nas nossas manifestações de vontade. Por mais que minha mãe tenha me criado para ser independente de um homem (financeiramente), ela tb ensinou a vida toda que quando um homem chega em casa ele gosta de ter o jantar pronto, feito pelas mãos cuidadosas de sua esposa.
Feminismo no Brasil é um assunto beeemmm complicado...
Dan,
vc tá certo, muito está intrínseco em nós...
bjos
pois eh! meu ex-cunhado tinha uma boneca quando era criança. andava com ela pra cima e pra baixo. adorava. ninguem nunca ousou dizer a ele que aquilo era "coisa de menina". aih ele deixou a boneca do lado... cresceu... e parece que o pinto dele nao caiu depois disso :)
Ai, que fofura! Também adorava carrinhos! Meu pai colecionava carrinhos e chaveiros... me deu a coleção. Hoje ele diz que eu coleciono mais do que ele jamais fez. Fiquei feliz porque papai sentia orgulho de mim mesmo eu sendo perna de pau no futebol :p
P.s.: a verificação de palavras para este comentário foi mágica: "feliz"
Caso me esqueçam,
Concordo! Não tem nada que o povo ficar causadndo... seu ex-cunhado brincava de boneca, eu brincaquei de carrinho; o problema não são as crianças... são os adultos em volta!
bjos
Nathália,
vc é minha ídola! Uma garota colecionando carrinhos!
uow!
bjos
Muito bom o post, simples e direto. Adorei! Eu nunca tive carrinho, mas passava mais tempo jogando videogame e brincando de queimada na rua, não gostava de brincar só de bonecas, gostava de brincar de tudo.
Abçs
Leika Horii
Hahaha. Nada, eu coleciono um tantão de coisas! Cartões de presente, Natal, Ano Novo. Mas eu curto mesmo os chaveiros e os botons. Se souber de chaveiros ou botons com temas feministas.. avise!
Beijos!
Laurinha,
Adorei! Brincar de tudo, é isso mesmo!!
Muito obrigada pela visita!
Volte sempre!!!
bjos
Nathália,
Aviso sim, pódexa!
bjos
hum, não sei se o que agente brincava na infancia pode determinar algo neste sentido...
talvez eu não tenha entendi o texto...
Niemi
Niemi,
não sei se entendi o seu comentário.
O que eu quis dizer com o ato da minha mãe, é que ela foi diferente das mães das minhas amigas, que não deixavam que as filhas tivessem carrinho, pq era coisa de menino. Voltando nos papeis que a sociedade impõe/espera as pessoas.
Obrigada pela visita!
abraços
que mundo pequeno.
tava passeando por alguns blogs e vi que vc está participando de um concurso rs
bem, minha posição no assunto é: o problema realmente não são as crianças,mas sim os adultos a sua volta.
beijo!
Parabéns, Leika!!! Um post tão simples e sincero só poderia ter ganho esse concurso! Beijos
Oi Phê,
mundo pequeno mesmo!
Concordo... como diria Rousseau "é a sociedade que corrompe"
bjos
Sammy,
Brigadíssima!
Sua força foi indispensável. Obrigada!!
bjos
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